Rondofest abre nova era no cenário musical rondoniense

Publicada em 

3 de abril de 2025

às

17h22

Com sua primeira eliminatória realizada no último domingo, 30, no Teatro Guaporé, em Porto Velho, o Festival Rondônia de Música (Rondofest) abriu uma nova era no cenário musical regional. Com uma metodologia de avaliação que deixou claro para os candidatos cada critério utilizado, o evento, que constitui a fase seletiva do projeto Registro Cultural, desenvolvido pelo Centro de Estudos e Pesquisas de Direito e Justiça (CEP-DJ) com o objetivo de apoiar intérpretes e compositores rondonienses no registro, proteção, defesa e gestão de seus direitos autorais e fonográficos, primou pela qualidade dos trabalhos e pela transparência em cada procedimento.
A apresentação desse domingo trouxe ao palco músicos de todas as idades e estilos. A apresentação ficou a cargo do comunicador Marcos Magalhães e do próprio criador do Rondofest e presidente do CEP-DJ, o jornalista Edson Lustosa. O evento teve a atuação, que fez questão de destacar, de Frank Maia na direção de som e Wellington Santos na direção executiva. Em seminário técnico recentemente realizado, Lustosa já havia observado que, em seus 40 anos de Rondônia, já tinha testemunhado muitas ações chamadas de projeto cultural, mas em benefício apenas de seus próprios autores e não da cultura como um todo.
O projeto Registro Cultural é objeto de um termo de fomento assinado pelo CEP-DJ e a Fundação Cultural do Estado de Rondônia (Funcer), com recursos oriundos de emenda parlamentar de autoria do deputado estadual Alan Queiroz. Dezesseis participantes, sendo oito na categoria interpretação e oito na categoria composição, receberão apoio jurídico, gravação de fonograma e gravação de material audiovisual. E para o primeiro colocado de cada categoria haverá a premiação de R$ 7 mil.
O Rondofest reuniu um corpo de jurados da mais alta qualificação. Compuseram a banca de avaliadores o professor Ronildo Vieira de Carvalho, do Centro Municipal de Cultura e Arte Escolar Jorge Andrade, bacharel em Música pela Universidade Estácio de Sá, especialista em Musicoterapia Clínica pelo Conservatório Brasileiro de Música, que avaliou o quesito “originalidade e relevância cultural e artística da obra para Rondônia”, na categoria composição.
Ainda na categoria composição, o quesito “melodia” foi avaliado pelo professor Anderson Benvindo, licenciado em Música pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR), com formação complementar em Trilha Sonora para Cinema e TV pela Academia Internacional de Cinema (AIC).
Na categoria interpretação coube ao professor Cléber Maurício de Lima, mestre em Disciplinas do Espetáculo pelo Departamento de Arte, Música e Espetáculo da Università degli Studi di Udine (Gorizia/Itália), bacharel em Canto pelo Centro de Artes e Letras da Universidade Federal de Santa Maria e docente da Universidade Federal de Rondônia, avaliar o quesito “dicção, técnica vocal e domínio do microfone”.
Também na categoria interpretação, a professora Gildete Leal, bacharel em Instrumento pela Faculdade de Música Santa Cecília, em 1993, licenciada em História, cantora e ministra de música vinculada à Comunidade Canção Nova, avaliou o quesito “presença de palco e imagem pessoal”.
Já a professora Amanda Dias, graduada em Música pela Universidade Federal de Rondônia em 2019, diretora, compositora e letrista do musical O Jardim, atuou na avaliação de dois quesitos: “expressão corporal, facial e gestual”, na categoria interpretação, e “letra e adequação da letra à melodia” na categoria composição.
O professor Alexandre de Negreiros Mota, mestre em música pela Universidade Federal de Goiás em 2003 e professor de contrabaixo elétrico e acústico na Universidade Federal de Rondônia desde 2013, avaliou o quesito “ritmo”, na categoria interpretação, e o quesito “harmonia”, na categoria composição.
O professor Cristiano Souza dos Santos, doutor em Música (Educação Musical) e mestre em Música (Execução Musical) pela Universidade Federal da Bahia, bacharel em Música (Violão) pela Universidade do Estado do Pará (2005) e docente da Universidade Federal de Rondônia, avaliou os quesitos “afinação”, em interpretação, e “ritmo”, na categoria composição.
Dessa primeira eliminatória saíram diretamente classificados para a final, por conquistarem o primeiro lugar a intérprete Natália Rosa, que se apresentou com a música Halo, escrita por Ryan Tedder, E. Kidd Bogart e Beyoncé. E o compositor Zeno Germano, que apresentou sua música Dois de Nós.
Outros participantes foram integrar o ranking do qual sairão mais quatro nomes por pontuação para a final. Na categoria interpretação, Ana Caroline e Rafael Dantas. Na categoria composição, Divanzinho Show, com sua música “Tá querendo acabar com o nosso amor”, e Gabriel Varvounis, com a música “Ingratidão”.
A organização do Rondofest inovou com a criação de uma categoria especial feminina. Dentro dessa ação afirmativa passaram a compor o ranking para classificação por pontuação Iara Cristina, na categoria Interpretação, e Janaína Alves, da banda Vetmia, na categoria composição, com a música Baby.

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